Às vezes
imagino que uma mensagem sua surgirá na tela do meu celular, me convidando para
jantar como fazíamos antes, mas logo lembro que é algo pouco provável. Quem
sabe essa mensagem chegue de outra forma, para retomar o que deixamos em aberto…
mas não tenho dúvidas e nem certezas que isso possa acontecer.
Às vezes me
pego pensando que deveria ter insistido um pouco mais, só que essa não sou eu,
já que minha empatia e o cuidar do outro sempre falam mais alto. No final das
contas, acho que nós dois precisávamos desse espaço. Dois corações quebrados de
diferentes formas e em diferentes etapas, o meu quase curado e o seu ainda
tentando juntar os cacos.
Às vezes
fecho os olhos e posso imaginar todo um futuro, um nós que nunca chegou a ser,
uma vida que logo se dissipa no ar e me vejo sozinha.
Às vezes
escuto uma voz no fundo da minha mente dizendo: “ele vai voltar” e a ignoro
para não criar ilusões irreais ou encher minhas fantasias de esperança.
Sei que
parte de mim espera, mas a outra caminha para já não estar atada a uma ideia de
um amor que não se concretou, porque a vida deve continuar, eu continuo… com
meus projetos, meus sonhos e minha vida.
Cresço,
conquisto e sou feliz, por mais que essa voz surja do nada me dando esperanças
de um “e se…?”.
