Às vezes

2.1.26

 


Às vezes imagino que uma mensagem sua surgirá na tela do meu celular, me convidando para jantar como fazíamos antes, mas logo lembro que é algo pouco provável. Quem sabe essa mensagem chegue de outra forma, para retomar o que deixamos em aberto… mas não tenho dúvidas e nem certezas que isso possa acontecer.

Às vezes me pego pensando que deveria ter insistido um pouco mais, só que essa não sou eu, já que minha empatia e o cuidar do outro sempre falam mais alto. No final das contas, acho que nós dois precisávamos desse espaço. Dois corações quebrados de diferentes formas e em diferentes etapas, o meu quase curado e o seu ainda tentando juntar os cacos.

Às vezes fecho os olhos e posso imaginar todo um futuro, um nós que nunca chegou a ser, uma vida que logo se dissipa no ar e me vejo sozinha.

Às vezes escuto uma voz no fundo da minha mente dizendo: “ele vai voltar” e a ignoro para não criar ilusões irreais ou encher minhas fantasias de esperança.

Sei que parte de mim espera, mas a outra caminha para já não estar atada a uma ideia de um amor que não se concretou, porque a vida deve continuar, eu continuo… com meus projetos, meus sonhos e minha vida.

Cresço, conquisto e sou feliz, por mais que essa voz surja do nada me dando esperanças de um “e se…?”.

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